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		<title><![CDATA[Sonett-Forum - Francisca Clotilde]]></title>
		<link>https://sonett-forum.de/</link>
		<description><![CDATA[Sonett-Forum - https://sonett-forum.de]]></description>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 00:49:24 +0000</pubDate>
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		<item>
			<title><![CDATA[PRECE]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22707</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:58:36 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22707</guid>
			<description><![CDATA[Oh! Bendita Virgem, Mãe piedosa,<br />
 Nívea dos céus, Maria Imaculada<br />
 Dentre as flores do céu mística rosa<br />
 Entre as mulheres, Santa proclamada!<br />
<br />
 Tua pureza Angélica e ilibada <br />
 Não teve manchas... Linda, fulgurosa<br />
 É corno de uma estrella, a luz radiosa<br />
 Que esgarça a treva aos beijos d’alvorada.<br />
<br />
 Conforta o nosso pranto, escuta a prece<br />
 Do triste, do exilado que padece,<br />
 Nesta vida cruel, desoladora;<br />
<br />
 Oh! Tu, Onipotente junto a Deus,<br />
 Desprende sobre nós do azul dos céus <br />
 Tua benção de Mãe consoladora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Oh! Bendita Virgem, Mãe piedosa,<br />
 Nívea dos céus, Maria Imaculada<br />
 Dentre as flores do céu mística rosa<br />
 Entre as mulheres, Santa proclamada!<br />
<br />
 Tua pureza Angélica e ilibada <br />
 Não teve manchas... Linda, fulgurosa<br />
 É corno de uma estrella, a luz radiosa<br />
 Que esgarça a treva aos beijos d’alvorada.<br />
<br />
 Conforta o nosso pranto, escuta a prece<br />
 Do triste, do exilado que padece,<br />
 Nesta vida cruel, desoladora;<br />
<br />
 Oh! Tu, Onipotente junto a Deus,<br />
 Desprende sobre nós do azul dos céus <br />
 Tua benção de Mãe consoladora.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[GRAÇA INFANTIL]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22687</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:58:13 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22687</guid>
			<description><![CDATA[Se não crescesses nunca; se ficasses.<br />
 Sempre assim pequenina e descuidada,<br />
 O riso a te brincar nas níveas faces,<br />
 A inocência a envolver-te fulgurosa...<br />
<br />
 Não sentirás os gozos tão fugazes<br />
 Que o destino vos guardai, assim mimosa,<br />
 Passaria a vida mais ditosa,<br />
 Colhendo rosa, onde tu passasses.<br />
<br />
 Mas quem pena, cresceres, louro anjinho!<br />
 Por isso eu te afagando bem de perto,<br />
 Sinto ferir-me o dardo de um espinho;<br />
<br />
 Brinca, aproveita a quadra aurifulgente.<br />
 Enquanto eu cismo do futuro incerto,<br />
 Goza as doçuras do feliz presente!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Se não crescesses nunca; se ficasses.<br />
 Sempre assim pequenina e descuidada,<br />
 O riso a te brincar nas níveas faces,<br />
 A inocência a envolver-te fulgurosa...<br />
<br />
 Não sentirás os gozos tão fugazes<br />
 Que o destino vos guardai, assim mimosa,<br />
 Passaria a vida mais ditosa,<br />
 Colhendo rosa, onde tu passasses.<br />
<br />
 Mas quem pena, cresceres, louro anjinho!<br />
 Por isso eu te afagando bem de perto,<br />
 Sinto ferir-me o dardo de um espinho;<br />
<br />
 Brinca, aproveita a quadra aurifulgente.<br />
 Enquanto eu cismo do futuro incerto,<br />
 Goza as doçuras do feliz presente!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[MATER DOLOROSA]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22715</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:56:39 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22715</guid>
			<description><![CDATA[Quem pode descrever aquela dor ingente<br />
 Que fere o coração da virgem sem conforto?<br />
 A saudade cruel invade-a rudemente<br />
 Ao sentir no regaço o seu filhinho morto.<br />
<br />
 É quase por do sol... Naquele desconforto<br />
 Quem há de minorar-lhe a solidão presente?<br />
 Pobre mãe a sofrer, desde a angústia do Horto<br />
 Por nós, por nossa culpa um martírio pungente!<br />
<br />
 Vós que passais, oh! Mães, através dos caminhos,<br />
 Os filhos perdoai que dos berços de arminhos,<br />
 Se evolaram sorrindo às regiões da Luz;<br />
<br />
 Enquanto a Virgem Santa – A Mater Dolorosa<br />
 Viu seu doce Jesus a sofrer morte afrontosa<br />
 Pregado entre ladrões, nos braços de uma Cruz!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Quem pode descrever aquela dor ingente<br />
 Que fere o coração da virgem sem conforto?<br />
 A saudade cruel invade-a rudemente<br />
 Ao sentir no regaço o seu filhinho morto.<br />
<br />
 É quase por do sol... Naquele desconforto<br />
 Quem há de minorar-lhe a solidão presente?<br />
 Pobre mãe a sofrer, desde a angústia do Horto<br />
 Por nós, por nossa culpa um martírio pungente!<br />
<br />
 Vós que passais, oh! Mães, através dos caminhos,<br />
 Os filhos perdoai que dos berços de arminhos,<br />
 Se evolaram sorrindo às regiões da Luz;<br />
<br />
 Enquanto a Virgem Santa – A Mater Dolorosa<br />
 Viu seu doce Jesus a sofrer morte afrontosa<br />
 Pregado entre ladrões, nos braços de uma Cruz!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[LÁGRIMAS]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22714</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:56:16 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22714</guid>
			<description><![CDATA[Chora a noite sentida a lágrima tremente<br />
 Do orvalho que aviventa a flor abandonada.<br />
 Da estrela cai na terra a luz meiga e dourada,<br />
 O pranto do infinito em gota aurifulgente.<br />
<br />
 E o velho mar que anseia, o velho mar fremente<br />
 Com zelo vai guardar na concha nacarada<br />
 As bagas que arrancou-lhe a dor amargurada,<br />
 Irisando-as da luz na pérola nitente!<br />
<br />
 Tudo adoece enfim!... Tudo chora e se queixa,<br />
 Da brisa o ciciar tem, às vezes, da endeixa<br />
 A mágoa dolorida e o tristonho dulçor.<br />
<br />
 O regato suspira... Há soluços nas águas,<br />
 A palmeira estremece e um concerto de máguas<br />
 A saudade mistura aos idílios do amor!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Chora a noite sentida a lágrima tremente<br />
 Do orvalho que aviventa a flor abandonada.<br />
 Da estrela cai na terra a luz meiga e dourada,<br />
 O pranto do infinito em gota aurifulgente.<br />
<br />
 E o velho mar que anseia, o velho mar fremente<br />
 Com zelo vai guardar na concha nacarada<br />
 As bagas que arrancou-lhe a dor amargurada,<br />
 Irisando-as da luz na pérola nitente!<br />
<br />
 Tudo adoece enfim!... Tudo chora e se queixa,<br />
 Da brisa o ciciar tem, às vezes, da endeixa<br />
 A mágoa dolorida e o tristonho dulçor.<br />
<br />
 O regato suspira... Há soluços nas águas,<br />
 A palmeira estremece e um concerto de máguas<br />
 A saudade mistura aos idílios do amor!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[EVANGELINA]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22713</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:55:37 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22713</guid>
			<description><![CDATA[Teu nome é todo amor... Lembra os beijos da luz,<br />
 Temo saibro do mel e a atração de perfume.<br />
 Que delícia infinita o teu nome resume,<br />
 Num carinho ideal que a nossa alma seduz!<br />
<br />
 Ouví-la é romontar aos espaços azuis,<br />
 Onde foge da vida o trisstonho negrume;<br />
 É sentir-se feliz sem pesar, nem ciúme,<br />
 A fitar uma estrela que ao bem nos conduz.<br />
<br />
 Que doçura de amor! Que fulgores! Que encanto!<br />
 As dez letras que contém de teu nome tão santo,<br />
 Como a lei que do mal dominava o escarcéu;<br />
<br />
 Doce orvalho tremente, a pousar na flozinha,<br />
 Esquecer-te quem pode, querida amiguinha<br />
 Se o teu nome é bendito e nos fala do céu!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Teu nome é todo amor... Lembra os beijos da luz,<br />
 Temo saibro do mel e a atração de perfume.<br />
 Que delícia infinita o teu nome resume,<br />
 Num carinho ideal que a nossa alma seduz!<br />
<br />
 Ouví-la é romontar aos espaços azuis,<br />
 Onde foge da vida o trisstonho negrume;<br />
 É sentir-se feliz sem pesar, nem ciúme,<br />
 A fitar uma estrela que ao bem nos conduz.<br />
<br />
 Que doçura de amor! Que fulgores! Que encanto!<br />
 As dez letras que contém de teu nome tão santo,<br />
 Como a lei que do mal dominava o escarcéu;<br />
<br />
 Doce orvalho tremente, a pousar na flozinha,<br />
 Esquecer-te quem pode, querida amiguinha<br />
 Se o teu nome é bendito e nos fala do céu!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[SORRISOS DE ABRI]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22712</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:54:12 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22712</guid>
			<description><![CDATA[O sorriso de Abril!...A graça insonte e meiga<br />
 Que se evola da flor e que brota no ninho;<br />
 O perfume, a poesia que dentro em nós se arreiga<br />
 Do campo verde, ao mais vivo carinho.<br />
<br />
 É tudo encantador... A brisa mais se ameiga,<br />
 Corre manso o regato na orla do caminho,<br />
 Reverdece da planta o trêmulo raminho<br />
 Tudo canta e sorri pela extensão da veiga!<br />
<br />
 O coração palpita e sonha à luz dourada<br />
 Que do aul nos inspira a rima abençoada,<br />
 Trescalando de afeto e ternura sutil;<br />
<br />
 Primavera no campo e primavera n’alma,<br />
 Foge a treva da dor e o coração se acalma,<br />
 Ante a graça aromal do sorriso de Abril!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[O sorriso de Abril!...A graça insonte e meiga<br />
 Que se evola da flor e que brota no ninho;<br />
 O perfume, a poesia que dentro em nós se arreiga<br />
 Do campo verde, ao mais vivo carinho.<br />
<br />
 É tudo encantador... A brisa mais se ameiga,<br />
 Corre manso o regato na orla do caminho,<br />
 Reverdece da planta o trêmulo raminho<br />
 Tudo canta e sorri pela extensão da veiga!<br />
<br />
 O coração palpita e sonha à luz dourada<br />
 Que do aul nos inspira a rima abençoada,<br />
 Trescalando de afeto e ternura sutil;<br />
<br />
 Primavera no campo e primavera n’alma,<br />
 Foge a treva da dor e o coração se acalma,<br />
 Ante a graça aromal do sorriso de Abril!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[HIENAL]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22711</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:53:52 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22711</guid>
			<description><![CDATA[Tarde de inverno... O sol já se avizinha<br />
 Do poente que se faz purpúreo, e lindo,<br />
 Se espalham sombras pelo azul infindo,<br />
 Enquanto nos jardins a flor definha.<br />
<br />
 O coração que a dor forte espezinha<br />
 Recorda o belo tempo que, já findo,<br />
 Deixou recordações, passou sorrindo,<br />
 Como um sonhode amor que foge, asinha,<br />
<br />
 A saudade então vibra, em nós perdura,<br />
 Ora amarga, ora plena de doçura,<br />
 A invadir-nos o ser, grande, infinita;<br />
<br />
 Saudade eu te bendigo! Entre os abrolhos<br />
 Da vida me acompanhas nos escolhos,<br />
 Favo de mel, travo de dor bendita!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Tarde de inverno... O sol já se avizinha<br />
 Do poente que se faz purpúreo, e lindo,<br />
 Se espalham sombras pelo azul infindo,<br />
 Enquanto nos jardins a flor definha.<br />
<br />
 O coração que a dor forte espezinha<br />
 Recorda o belo tempo que, já findo,<br />
 Deixou recordações, passou sorrindo,<br />
 Como um sonhode amor que foge, asinha,<br />
<br />
 A saudade então vibra, em nós perdura,<br />
 Ora amarga, ora plena de doçura,<br />
 A invadir-nos o ser, grande, infinita;<br />
<br />
 Saudade eu te bendigo! Entre os abrolhos<br />
 Da vida me acompanhas nos escolhos,<br />
 Favo de mel, travo de dor bendita!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[NO SOSSEGO DO LAR]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22710</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:53:16 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22710</guid>
			<description><![CDATA[Eis-me longe da praça! Em plena alacridade<br />
 Do campo aberto em flor a sentir a poesia,<br />
 Como é lindo este azul e que bele irradia<br />
 A luz que vem do céu, que vem da imensidade.<br />
<br />
 Aqui ouço da linfa a grata suavidade<br />
 Num murmúrio de leve, ouço ali a melodia<br />
 Da mimosa avezinha a cantar anuncia<br />
 O doce rossicler... A vida... A Claridade ...<br />
<br />
 Não me vem a lembrança a ventura a falaz,<br />
 À atração da cidade eu prefiro esta paz<br />
 Que me inspira, conforta e reanima na luta; <br />
<br />
 No sossego do campo é mais doce a ventura,<br />
 Mais nitente o luar, sopra a brisa mais pura,<br />
 Deua parece mais perto e melhor nos escuta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Eis-me longe da praça! Em plena alacridade<br />
 Do campo aberto em flor a sentir a poesia,<br />
 Como é lindo este azul e que bele irradia<br />
 A luz que vem do céu, que vem da imensidade.<br />
<br />
 Aqui ouço da linfa a grata suavidade<br />
 Num murmúrio de leve, ouço ali a melodia<br />
 Da mimosa avezinha a cantar anuncia<br />
 O doce rossicler... A vida... A Claridade ...<br />
<br />
 Não me vem a lembrança a ventura a falaz,<br />
 À atração da cidade eu prefiro esta paz<br />
 Que me inspira, conforta e reanima na luta; <br />
<br />
 No sossego do campo é mais doce a ventura,<br />
 Mais nitente o luar, sopra a brisa mais pura,<br />
 Deua parece mais perto e melhor nos escuta!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[BONINAS]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22693</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:52:31 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22693</guid>
			<description><![CDATA[Boninas, reflori no instante do por do sol,<br />
 Espalhai das corolas tímido perfume<br />
 Que na sua candidez só meiguices resume,<br />
 A mostrar inicência, a traduzir amor!<br />
<br />
 Se não tendes a graça, a beleza, o primor<br />
 Da rosa que fascina e nos jardins assume<br />
 O lugar de princesa, estimulando o ciúme<br />
 Da inauta borboleta e lindo beija-flor.<br />
<br />
 Sois como as almas que num singelo viver,<br />
 De longe... Deslumbradas têm suave prazer<br />
 Fugindo de lisonjaa e perfídia maldita;<br />
<br />
 Temeis de certo o sol que a maciez vos cresta,<br />
 E a mais bendizeis a luz doce e modesta<br />
 Da pequenina estrela que ama... Que palpita!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Boninas, reflori no instante do por do sol,<br />
 Espalhai das corolas tímido perfume<br />
 Que na sua candidez só meiguices resume,<br />
 A mostrar inicência, a traduzir amor!<br />
<br />
 Se não tendes a graça, a beleza, o primor<br />
 Da rosa que fascina e nos jardins assume<br />
 O lugar de princesa, estimulando o ciúme<br />
 Da inauta borboleta e lindo beija-flor.<br />
<br />
 Sois como as almas que num singelo viver,<br />
 De longe... Deslumbradas têm suave prazer<br />
 Fugindo de lisonjaa e perfídia maldita;<br />
<br />
 Temeis de certo o sol que a maciez vos cresta,<br />
 E a mais bendizeis a luz doce e modesta<br />
 Da pequenina estrela que ama... Que palpita!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[MISTÉRIOS]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22708</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:51:37 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22708</guid>
			<description><![CDATA[Há um encanto secreto, um mistério insondável<br />
 No seio da floresta, e o seu recesso esconde<br />
 Tanta coisa ideal, sobre a rendada fronde,<br />
 Na beleza sem par, selvática, admiravel!<br />
<br />
 A ave que desata a voz límpida, inefável<br />
 A voejar pelo azul exprime de onde em onde<br />
 Um idílio de amor que a brisa ressponde<br />
 E o aroma a se espargir , num eflúvio adorável.<br />
<br />
 Nos esponsais da flor, oh! Que ternura existe!<br />
 Que pode compreender a força que persiste,<br />
 A vibrar no mistério, a palpitar no arcano? <br />
<br />
 Quem pode do porvir traçar o intenerário,<br />
 Investigar quem ousa o pensamento vário<br />
 E o supremo mistério – o coração humano?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Há um encanto secreto, um mistério insondável<br />
 No seio da floresta, e o seu recesso esconde<br />
 Tanta coisa ideal, sobre a rendada fronde,<br />
 Na beleza sem par, selvática, admiravel!<br />
<br />
 A ave que desata a voz límpida, inefável<br />
 A voejar pelo azul exprime de onde em onde<br />
 Um idílio de amor que a brisa ressponde<br />
 E o aroma a se espargir , num eflúvio adorável.<br />
<br />
 Nos esponsais da flor, oh! Que ternura existe!<br />
 Que pode compreender a força que persiste,<br />
 A vibrar no mistério, a palpitar no arcano? <br />
<br />
 Quem pode do porvir traçar o intenerário,<br />
 Investigar quem ousa o pensamento vário<br />
 E o supremo mistério – o coração humano?]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[NO CALVÁRIO]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22706</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:50:50 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22706</guid>
			<description><![CDATA[Ergue-se a cruz no monte! As sombras lutulentas<br />
 De um eclipse de sol a terra toda envolvem;<br />
 Tudo sofre e se agitam, as pedras se revolvem, <br />
 E mortuárias visões, das tumbas surgem lentas.<br />
<br />
 Aqui e ali se veem criaturas malicentas<br />
 Que mesmo na aflição os seus olhares volvem<br />
 Para o Mártir divino, a blasfemar cruentas<br />
 E outra há que a adorá-lo, enfim já se resolveram.<br />
<br />
 Um gorgeio não se ouvem... A turba emudecida<br />
 Em face da tragédia horrorosa, deicida.<br />
 Desvenda o mundo inteiro, o mais triste cenário.<br />
<br />
 Somente o amor de mãe, inquebrantável, forte, <br />
 Não vacila, e resiste ao suplício, a morte.<br />
 Brilhando como o céu, nas trevas do calvário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Ergue-se a cruz no monte! As sombras lutulentas<br />
 De um eclipse de sol a terra toda envolvem;<br />
 Tudo sofre e se agitam, as pedras se revolvem, <br />
 E mortuárias visões, das tumbas surgem lentas.<br />
<br />
 Aqui e ali se veem criaturas malicentas<br />
 Que mesmo na aflição os seus olhares volvem<br />
 Para o Mártir divino, a blasfemar cruentas<br />
 E outra há que a adorá-lo, enfim já se resolveram.<br />
<br />
 Um gorgeio não se ouvem... A turba emudecida<br />
 Em face da tragédia horrorosa, deicida.<br />
 Desvenda o mundo inteiro, o mais triste cenário.<br />
<br />
 Somente o amor de mãe, inquebrantável, forte, <br />
 Não vacila, e resiste ao suplício, a morte.<br />
 Brilhando como o céu, nas trevas do calvário.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[NO SOSSEGO DO CAMPO]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22705</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:50:26 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22705</guid>
			<description><![CDATA[Eis-me longe da praça! Em plena alacridade<br />
 Do campo aberto em flor, a sentir a poesia,<br />
 Como é lindo este azul e que beleza irradia<br />
 A luz que vem do céu, que vem da imensidade <br />
<br />
 Aqui ouço da linfa, a grata suavidade,<br />
 Num murmúrio de leve, ouço ali a melodia<br />
 Da mimosa avesinha a cantar que anuncia<br />
 O doce rosiclér... A vida... A claridade...<br />
<br />
 Não me vem à lembrança a ventura faláz,<br />
 À atração da cidade eu prefiro esta paz<br />
 Que me inspira, conforta e reanima na luta;<br />
<br />
 No sossego do campo é mais doce a ventura,<br />
 Mais nitente o luar, sopra a brisa mais pura,<br />
 Deus parece mais perto e melhor nos escuta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Eis-me longe da praça! Em plena alacridade<br />
 Do campo aberto em flor, a sentir a poesia,<br />
 Como é lindo este azul e que beleza irradia<br />
 A luz que vem do céu, que vem da imensidade <br />
<br />
 Aqui ouço da linfa, a grata suavidade,<br />
 Num murmúrio de leve, ouço ali a melodia<br />
 Da mimosa avesinha a cantar que anuncia<br />
 O doce rosiclér... A vida... A claridade...<br />
<br />
 Não me vem à lembrança a ventura faláz,<br />
 À atração da cidade eu prefiro esta paz<br />
 Que me inspira, conforta e reanima na luta;<br />
<br />
 No sossego do campo é mais doce a ventura,<br />
 Mais nitente o luar, sopra a brisa mais pura,<br />
 Deus parece mais perto e melhor nos escuta!]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[AVE ESTRELLA]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22704</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:50:06 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22704</guid>
			<description><![CDATA[Como brilha no azul a estrela matutina<br />
 Trazendo doce luz, embelezando a terra,<br />
 Desde o verde que adorna a majestosa serra<br />
 A grama que atapeta o seio da campina.<br />
<br />
 Há quatro anos ti vi... E mesmo pequenina,<br />
 As dores que minh’alma intimamente encerra<br />
 Dissipaste a sorrir, tão meiga e peregrina,<br />
 Mensagem de paz que as sombras me descerra.<br />
<br />
 Crescente, mais cresceu também o meu afeto,<br />
 És hoje o terno enlêvo, oh! Astro predileto,<br />
 Aurora de esperança em rude itinerário;<br />
<br />
 Sendo de minha filha e seu ideal brilhante,<br />
 Com transportes de amor na frase mais vibrante<br />
 Saúdo inda mais uma vez o teu aniversário]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Como brilha no azul a estrela matutina<br />
 Trazendo doce luz, embelezando a terra,<br />
 Desde o verde que adorna a majestosa serra<br />
 A grama que atapeta o seio da campina.<br />
<br />
 Há quatro anos ti vi... E mesmo pequenina,<br />
 As dores que minh’alma intimamente encerra<br />
 Dissipaste a sorrir, tão meiga e peregrina,<br />
 Mensagem de paz que as sombras me descerra.<br />
<br />
 Crescente, mais cresceu também o meu afeto,<br />
 És hoje o terno enlêvo, oh! Astro predileto,<br />
 Aurora de esperança em rude itinerário;<br />
<br />
 Sendo de minha filha e seu ideal brilhante,<br />
 Com transportes de amor na frase mais vibrante<br />
 Saúdo inda mais uma vez o teu aniversário]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[MINHA ESTRELLA]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22703</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:49:45 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22703</guid>
			<description><![CDATA[Declina o dia... e a nuvem cor de rosa<br />
 Vão adornando as fímbrias do poente,<br />
 No espaço azul de leve transparência<br />
 Surge uma estrella tímida e radiante.<br />
<br />
 É a primeira. Eu fito-a carinhosa,<br />
 Enquanto vou pensando tristemente<br />
 Ao por do sol a hora transcendente<br />
 Em que a saudade angustiosa.<br />
<br />
 Em breve o céu se mostra marchetado<br />
 Das estrelas, e assim bello, constelado<br />
 Como é sublime e trás inspiração!<br />
<br />
 Das estrelas, e assim bello, constelado<br />
 Que fitava entre todas as mais belas<br />
 Mas não posso encontrá-la na amplidão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Declina o dia... e a nuvem cor de rosa<br />
 Vão adornando as fímbrias do poente,<br />
 No espaço azul de leve transparência<br />
 Surge uma estrella tímida e radiante.<br />
<br />
 É a primeira. Eu fito-a carinhosa,<br />
 Enquanto vou pensando tristemente<br />
 Ao por do sol a hora transcendente<br />
 Em que a saudade angustiosa.<br />
<br />
 Em breve o céu se mostra marchetado<br />
 Das estrelas, e assim bello, constelado<br />
 Como é sublime e trás inspiração!<br />
<br />
 Das estrelas, e assim bello, constelado<br />
 Que fitava entre todas as mais belas<br />
 Mas não posso encontrá-la na amplidão.]]></content:encoded>
		</item>
		<item>
			<title><![CDATA[LUCI]]></title>
			<link>https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22702</link>
			<pubDate>Sun, 21 Oct 2012 09:49:25 +0200</pubDate>
			<dc:creator><![CDATA[<a href="https://sonett-forum.de/member.php?action=profile&uid=1">ZaunköniG</a>]]></dc:creator>
			<guid isPermaLink="false">https://sonett-forum.de/showthread.php?tid=22702</guid>
			<description><![CDATA[Passaste nesta vida alegremente,<br />
 Pequenina Luci, mimosa e pura;<br />
 Tua essência evolou-se pela altura<br />
 Desse azul contelado e resplandecente.<br />
<br />
 Quando, à noite, no céu lindo fulgura<br />
 A estrelinha mais viva e aurifulgente,<br />
 Julgam seu olhar, anjo inocente,<br />
 Desfeito em luz, na sideral planura.<br />
<br />
 Passaste como a aragem matutina,<br />
 De uma doce manhã de claridade,<br />
 Como flor virginal que a fronte inclina;<br />
<br />
 Mas teus pais, através da soledade,<br />
 Guardarão tua imagem peregrina,<br />
 Aureolada de amor e de saudade!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[Passaste nesta vida alegremente,<br />
 Pequenina Luci, mimosa e pura;<br />
 Tua essência evolou-se pela altura<br />
 Desse azul contelado e resplandecente.<br />
<br />
 Quando, à noite, no céu lindo fulgura<br />
 A estrelinha mais viva e aurifulgente,<br />
 Julgam seu olhar, anjo inocente,<br />
 Desfeito em luz, na sideral planura.<br />
<br />
 Passaste como a aragem matutina,<br />
 De uma doce manhã de claridade,<br />
 Como flor virginal que a fronte inclina;<br />
<br />
 Mas teus pais, através da soledade,<br />
 Guardarão tua imagem peregrina,<br />
 Aureolada de amor e de saudade!]]></content:encoded>
		</item>
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